quinta-feira, 3 de julho de 2008

ponta

Pressão. Odeio pressão.
Uma vez me disseram: se todos fossem para a escola na intenção de estudar, não precisariam ter provas.
Eu penso: escola é divertida. Aprender é divertido. É estranho não? Eu gosto de estudar. Gosto de ir para a escola, assim como gosto de jogar vídeo-game, pintar, assistir filmes, ler, pular corda, o que fôr. Quanta sinceridade, parece que estou caçoando de mim mesma.
Mas a verdade é: o que estraga é a pressão. As avaliações, os testes. Nunca gostei e aposto que ninguém também nunca gostou de testes, notas avaliativas. Acho errado, mas é a única forma de ver como vai o andamento dos alunos, afinal, existem muitos que estudam para a prova e não para aprender. Falta de atenção não justifica burrice ou que não tenha entendido a matéria. Demora para resolver alguma questão também não.
É triste ter isto: tu vales 5 em matemática, 8 em história, 10 em geografia, 4 em interepretação de texto. Vai se ferrar, eu não valho números, o quê importa é que eu entenda o quê me ensinam, ou pelo menos o que tentam transmitir não é? De que adianta se na hora do teste você está nervoso e acaba lhe dando um branco, mas no dia-dia a resposta está saltando de sua boca como um cuspe rotineiro que lhe salta por tamanha empolgação.
Ah... Não são apenas nestes quesitos: quem foi melhor numa estrevista de emprego ganha. Mas isso prova que ele é melhor do que os outros? E a pessoa que estava lá, fazendo concurso público, disputando 50 vagas com mais de 300 pessoas, do nada, conseguiu recordar a resposta pois no dia anterior havia passado os olhos numa pergunta parecida, e apenas por uma questão, apenas por esta questão, conseguiu tirar a vaga de um outro. Claro que é justo, é a única forma de iniciarmos alguma coisa. Mas ao mesmo tempo continua sendo injusto.
Eu não acho que seja difícil fazer alguém gostar de aprender, de gostar de estudar. Apenas que não vejo muitas escolas se esforçando neste quesito, estão mais preocupados com que os alunos passem logo em alguma universidade importante para ganharem créditos, do que terem certeza de que ele aprendeu realmente algo alí.
Mas do que eu estou a reclamar? Quanta sorte. Isso, sorte, sorte em conseguir lembrar de uma questão por acidente, sorte por ter condições de estar numa escola, sorte em ter uma casa, sorte de ter pais, família, comida, aconchego. Sorte em estar em uma escola. Reclamo que há pessoas que têm tudo isso e muito mais, mas não valorizam nem um pouco, enquanto outras vivem sonhando em poder experimentar, nem que seja um pouquinho.
Blá blá blá. Adianta? Um dia as pessoas entendem quantas coisas boas tiveram, quantos momentos que passaram despercebidos, mas que foram os de maior valor, e as pessoas que menos dava atenção, ou até dava, eram as mais importantes.
Eu não sei o que é sofrer, nem desejo saber, e não desejo para ninguém.
Ao invés de olharmos para o lado bom dos acontecimentos, sempre estamos criticando, reclamando, sempre, sempre, como velhos pinguços que antes eram verdadeiras máquinas de gozo e hoje precisam de viagra. Comparação nojenta, mas é nojenta a forma que tapamos nossos olhos para os lados como fazem com os cavalinhos.

4 comentários:

Ana Carolina Rocha disse...

Menina vc vai longe, li apenas esse comentário seu, e percebi o quanto vc tem potencial...
Suas críticas são verdadeiras quanto a escola, infelizmente a escola trabalha de um jeito antigo sem dar muito valor ao contexto que as pessoas estão vivendo e é por isso que os conteúdos são tão desconexos com a realidade... E tem toda razão ao reclamar da forma de avaliação... o outro tipo de avaliação processual, daria muito mais trabalho ao professor por isso mesmo que eles não adotam esse tipo de avaliação... não sei até quando vai continuar essa tradição escolar, mas tudo bem.. ;0
Me interessou bastante seu post por se tratar de um assunto da minha área profissional, sou professora em formação ou diria sofredora em formação... rss
E nada melhor que prestar atenção no que meus futuros estudantes estão dizendo hoje sobre o que significa e como deve ser a educação para eles...
bjus fofinha e continue escrevendo...

Ana Carolina Rocha disse...

OI...
obrigada pelo comentário no meu blog, muito bem cabeça pensante suas críticas são construtivas...
obrigada mesmo... mas talvez eu não tenha me expressado o suficiente pra deixar claro que a internet é um complemento na educação, uma possibilidade de uso que é irreversível , pois neste mundo contemporaneo a atenção das pessoas tem sido mais ampla, e a internet faz parte disso...
não vamos deixar de lado o papel, o quadro o giz, o caderno e até mesmo o livro e substituí-los pela internet, talvez não tenha deixado claro isso no artigo pois a minha intenção era ressaltar a importancia da net na sala de aula, importancia essa que muitas vezes vem sido sufocada pelos métodos tradicionais de ensino...
PS; meu teclado tá quebrado e não consigo acentuar todas as palavras corretamente... rsss huahauhau
beijos fofa e continue assim... nunca se intimide em expressar suas opiniões...
PS; vc vai longe...

rodrigowill disse...

Sou do tipo que não consegue fazer NADA sobre pressão, aqui no trabalho se vou digitar um pedido e fica alguém atrás de mim olhando, começo digitar tudo errado... Na hora de fazer provas então nem se fala, da branco sempre e quando vou falar com alguém estranho, eu mesmo carrego uma pressão enorme sobre mim, por isso concordo contigo plenamente falando. Abaixo as provas \o
Nunca fui um bom aluno mesmo, não sou bem em me deticar ou concentrar em algo, enfim vai ser jornalista ou escritora? Você se expressa MUITO bem, cada vez melhor, qndo eu aprender linkar te digo, "Moço do basquete". Que legal ser conhecido assim. *-*

Até mais.^^

Unknown disse...

Oi, sou nova aqui.

Percebo que tu consegue ver o que realmente importa para a sociedade. Pelo menos na escola tu ainda tens nome, quando entrares pra faculdade tu serás apenas um número de vários dígitos.

Para entrar, e ser um número, terás que virar uma máquina de marcar "x" na letrinha correta e, acredite, eles não estão se importando se acertaste por sorte ou por capacidade.

E outra, depois de aprovada, sendo um número agora, não precisará pensar muito não, basta decorar antes da prova ou...se realmente se importar em ser algo melhor que o que és, estudar pro ti mesmo e mostrar o que sabes, arriscando não ser bem interpretado.

Um pouco triste mas, é assim... as coisas não mudam muito, para nosso azar!!!!
É a burocracia dos senhores de bunda grande! =/

abraços!!!